Pai é tudo igual? Como sair do clichê nas campanhas de Dia dos Pais
Todo ano, é a mesma coisa: pais de camisa polo, sorrisos engessados, churrasqueiras ou ferramentas. Mas será que todo pai é assim? E será que essa fórmula ainda funciona?
Neste artigo, vamos analisar por que tantas campanhas de Dia dos Pais caem nos mesmos estereótipos — e como quebrar esse ciclo com criatividade, verdade e representatividade.
1. Por que os clichês ainda dominam?
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Apressadas e seguras, muitas marcas apostam no "pai genérico".
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Há uma falsa sensação de que "todos se identificam com o tradicional".
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O risco? Não gerar conexão real e parecer desconectado da realidade atual.
"O pai da propaganda nem sempre é o pai da vida real."
2. O que mudou no papel do pai?
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Pais mais presentes, afetuosos e participativos na rotina dos filhos.
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Famílias diversas: pais solo, dois pais, padrastos que são pais, avôs presentes.
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Representar essas realidades amplia alcance e gera identificação genuína.
Ex: Campanhas que mostram pais cuidando da saúde mental, da casa, da educação.
3. Criatividade além da gravata: exemplos que inovaram
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Dove Men+Care: campanhas mostrando pais reais, cuidando e chorando.
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Magalu: anúncios regionais com sotaque, humor e pai moderno.
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Barbearia Corleone: estética urbana + pais jovens, tatuados e estilosos.
Sugestão visual: Colagem de campanhas com abordagens diferentes do estereótipo.

4. Clichês que você pode evitar
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“Pai durão que não chora”
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“Pai que só se comunica com um aperto de mão”
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Presentes tipo meias, ferramentas, gravatas
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Humor ultrapassado (pai bobão ou incompetente)
5. Como criar uma campanha autêntica e relevante?
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Pesquise: fale com pais reais, colete histórias.
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Segmente: personalize por região, faixa etária ou tipo de paternidade.
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Inove no formato: use OOH dinâmico, interativo, com QR codes e voz real.
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Aposte na emoção verdadeira: simplicidade e verdade tocam mais que fórmula.
Conclusão: o que fica?
Sair do clichê é arriscar na direção certa. Ao representar a paternidade de forma mais humana e atual, sua marca se conecta, se diferencia e emociona. E no fim das contas, é isso que o Dia dos Pais deveria ser: verdadeiro.
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